O Sentido da Vida

Kryon, canalização ao vivo, através de Maria Júlia Nunes

 O SENTIDO DA VIDA

Esta canalização ocorreu durante o Círculo de Meditação

NaveDourada, Oeiras, 22 de Julho de 2010

​Saudações meus anjos.

Sou Kryon do Serviço Magnético.

​É assim mesmo, convosco unidos num circulo de mãos dadas que venho falar-vos do sentido da vida.

Vós meus anjos, reunis-vos regularmente como uma comunidade.

Uma comunidade tem um sentido e tem uma razão, e a razão principal que vos leva a reunir-vos é a prática deste círculo meditativo. E vós sabeis que regularmente, neste círculo meditativo, podeis obter mensagens, testemunhos de luz que vos são importantes, pelos quais ambicionais e desejais essas novidades.

​A vida (ai) a vida, afinal o que é a vida, e o que é este sentido que a vida deve ter, que leva seres humanos a reunirem-se em torno de algo que parece ser comum a todos, pelo menos àqueles que partilham uma experiência. Qualquer experiência seja ela qual for, que une cidadãos da vida a uma experiencia comunitária.

Vós ambicionais por novidades, porque sois cidadãos da vida, e a vossa vida parece nunca ter um sentido último, pois estais sempre em busca, ambicionando, desejando, buscando novas experiências. Correis atrás de experiências, atrás de momentos e atrás de novidades.

​É isso mesmo a Terra. É isso mesmo, Gaia, uma comunidade de experiências.

Um conjunto de experiências comunitárias, pois nenhuma experiência humana em si mesma é satisfatória se não for dividida comunitariamente com os outros. Uma canalização como esta fará todo o sentido, se for feita ou recebida individualmente, mas faz um sentido ainda mais amplo se for escutada comunitariamente, pois vós reunidos nesta comunidade, reunis em vós e criais uma disposição e uma disponibilidade que se torna muito mais ampla e pode chegar a muitos outros, a muitos mais lugares no planeta, pois cada um de vós é um transmissor.

​Cada um de vós tem uma comunidade para além desta, uma comunidade própria que se estende em muitas outras comunidades e este é o sentido mais amplo de uma experiência comunitária: a de que cada membro dessa experiência seja portador dela, e a leve a muitas outras comunidades, e assim sucessivamente.

Será isto o sentido da vida? Isto é apenas uma pequenina parte, uma ínfima parte do sentido da vida.

​Nem eu mesmo perante vós vos posso descrever o sentido da vida em poucas palavras, pois não há palavras para descrever o sentido da vida.

As palavras são limitadas, não porque elas em si tenham uma energia limitadora, mas porque ao serem escutadas, cada um de vós as limita, através do limite da sua própria experiência e não à experiência abrangente do próprio sentido da vida. Cada um de vós espera encontrar um sentido único, unidireccional para as palavras e espera que esse sentido unidireccional lhe mostre aquilo que ambiciona.

Será isso lógico? Fará isso sentido?

Todas as lições sobre Interdimensionalidade que já escutastes serão elas compatíveis com esta unidirecionalidade que buscais nas palavras que escutais? Todos os que caminham à superfície de Gaia rodopiam buscando uma via unidireccional, mas enquanto paradigma civilizacional podeis constatar que a busca unidireccional os trouxe até ao momento do Agora, e esse momento do Agora já não é mais válido por si mesmo, precisa de mais, precisa expandir-se, precisa crescer.

Quereis vós crescer? Quereis sim. Por isso estais aqui. Nenhum ser humano que não queira crescer vem a um lugar como este, vem escutar uma mensagem como esta. Nenhum ser humano à face de Gaia está limitado no crescimento, pois todos os que vieram para cá, todos os que nascem cá, todos os que chegam diariamente, vêm em crescimento. Quando um ser humano chega tudo lhe parece possível; à medida que uma criança cresce, ela não tem limites, ela tudo quer explorar, desvendar todos os mistérios, derrubar todas as barreiras, ela não tem medos! Ela não vê nada pela negativa, tudo lhe parece possível, e é optimista na sua essência. Tudo é positivo, alegre, livre e espontâneo.

Será esse o sentido da vida? A espontaneidade, a liberdade, a força, a determinação, a sagacidade, será esse o sentido da vida? Será que todos vós desejais recuperar aquilo que a vossa criança trazia à nascença?

​Certamente que sim, certamente que todos vós ambicionais por vos sentirdes livres.

A sociedade em que viveis impõe-vos regras, determinações, limitações, riscos, receios e inseguranças, que no limite são uma única coisa: Inexistência de Amor, que se traduz em medo.

Mas o que é a sociedade?

Terá a sociedade vida? Terá a sociedade autonomia? Será a sociedade uma pessoa? Terá braços e pernas, mãos, pés, olhos e pensamento? Terá a sociedade órgãos? Coração, rins? Quantas vezes por dia come a sociedade? Quantas horas de sono tem a sociedade? Trabalhará a sociedade num escritório ou numa fábrica? Em terra, mar ou no ar? Quem é esta sociedade? Quem já a viu? Quem já falou com ela, ou já lhe tocou?

Quem é? Quem é esta sociedade?

​Irónico, não é? A sociedade tem um poder tão forte sobre vós e afinal, nunca ninguém a viu, não tem corpo … ou terá? Deixais vós que a sociedade tenha um corpo?

Eu tenho este hábito de vos questionar, de vos colocar a pensar, de mexer nos vossos

neurónios, provocando divagação.

​Afinal quem sou eu, para chegar aqui e colocar estas questões incómodas? Era preferível ignorar, imaginar que nada disto existia, a sociedade? Não, nós sabemos que ela existe, e isso basta. Mas a vossa alma, meus anjos, está a dizer-vos: Não, não basta!

​A vossa alma está a mostrar-vos o que é a sociedade; a vossa alma mostra-vos diariamente que a sociedade existe, porque existem os homens, as mulheres e as crianças, e os animais também. Nunca, na história da humanidade, os animais condicionaram tanto a sociedade como actualmente. Os animais mexem com a sociedade, sobretudo aqueles que considerais como animais domésticos, ou que desejais domesticar para vosso prazer.

A sociedade, será esse o sentido da vida?

Que sociedade quereis vós, que sociedade vos satisfaz, ou melhor dizendo que sociedade vos satisfaria? Que tipo de necessidades tendes vós que precisam ser satisfeitas pela sociedade, ou criadas pela sociedade?

​É certo que cada ser humano parece não ter ainda encontrado um sentido da vida suficientemente amplo que lhe permita ser auto-suficiente na organização das suas competências, das suas capacidades e das suas necessidades, pois se assim fosse, muitos seres humanos auto-suficientes na gestão das suas capacidades e necessidades fariam uma sociedade harmoniosa, que não precisava ser repressiva, não precisaria criar tantas leis, normas, decretos, tantos sistemas normativos!

​A sociedade é repressiva, a sociedade tornou-se uma forma de repressão familiar, social, profissional, económica, financeira. Lutais pelos vossos direitos familiares, ter filhos ou não ter filhos, ser casado ou não ser casado, ser homossexual ou não ser homossexual e outros direitos! Lutais diariamente pelos valores familiares, e que valores são esses? Quem os determina? A vossa alma, a vossa consciência, a vossa mente, o vosso ego, a vossa necessidade sensorial?

​Lutais pelos vossos direitos sociais diariamente. Nas instituições, nas organizações, nas

empresas, na família, todos querem o lugar social mais importante. Será isso fruto da vossa alma ou da vossa mente?

Lutais por competências profissionais, por cargos e títulos, por valorização e validação ou por reconhecimento. Viveis assustados sobre ter ou não ter emprego, assim como sobre ter ou não um ambiente profissional agradável.

Será isso uma necessidade da vossa alma ou da vossa mente?

A sociedade é um holograma! Esta é a grande mensagem que trago hoje para vós!

A sociedade é um holograma!! É um holograma!!

​Um holograma é uma representação idêntica mas incorpórea, quer dizer que não tem corpo, mas existe, é real. É tão real que tem uma importância fundamental sobre vós.

E esta sociedade está doente. Esta sociedade não tem alma, e isso faz dela uma sociedade vazia, um ser vazio, oco. Será a sociedade necessária? A sociedade parece não ter dinheiro, está em crise económica, mas também está em crise social, profissional e familiar.

​No entanto, o factor económico e financeiro parece determinante na sociedade. Assusta governos, organizações e empresas. Assusta pessoas. De repente parece que ninguém consegue viver, estão em choque uns com os outros, e eu vejo a luz de todos estes que estão em choque, de todos estes que se atropelam e que estão em competição, eu vejo a vossa luz! E a vossa luz está a tentar seguir-vos, sempre que correis de um lado para o outro, a vossa luz vai atrás; mas a vossa azáfama é tão grande que nem se apercebem da presença da luz.

​E eu sei que esta experiência comunitária é uma experiência de unidade que vos recoloca energeticamente, interdimensionalmente, reformula o vosso foco e traz-vos de novo à essência da vossa alma, e eu sei quanto ela é importante, e eu vejo a vossa luz também aqui. E vejo a vossa luz brilhar intensamente, vejo a vossa luz rodopiando ao vosso redor, e dentro de vós, vejo a vossa luz fluindo para cima e para baixo, e a vossa luz é uma só, e é a luz de todos.

​A luz é a estrela que hoje chegou até aqui, é uma representação para vos mostrar como ela é poderosa, como a luz é poderosa, e como quando todos estais dentro da estrela vos sentis impermeáveis a todas aquelas referências que eu já fiz aqui sobre a sociedade.

​Aqui vós sois fortes! Fortes, determinados, conscientes. Mas aqui estão reunidas as condições ideais que aparentemente não existem lá fora. Isso significa, meus anjos, que precisais repetir, repetir, repetir estas experiências comunitárias, até que elas sejam tão firmes e tão fortes que se materializem em todos os lugares onde estiverdes com todos os outros. Significa que esta experiência comunitária não deve ser só para vos refocar, deve ter em vós esse outro atributo, o de levardes a estrela convosco e diariamente vos recordardes que estais na estrela e que podeis colocar na estrela tantos outros.

​Eu sei que estas mensagens são extensas. Estão a ser reunidas condições, e aliás devem ser aceleradas essas condições, para que as mensagens sejam de novo partilhadas, para que os vossos dias não sejam em busca de novidades, mas essencialmente em busca da integração do que já sabeis.

​Porque já vos foi dito ainda mais, as experiências comunitárias deviam ser experiências activas. Sabeis que para que esta experiência unitária ocorra aqui e noutros lugares, uma organização tem de existir e essa organização existe com as leis da Terra, e com as leis do Céu simultaneamente. Existe com Deus e com o Homem e a Mulher e a Sociedade. E essa organização tem de ser capaz de fundir diariamente estes dois aspectos, equilibrá-los e manter-se íntegra, consistente e firme.

​Só assim vós podeis vir a beneficiar desta experiência comunitária, na forma em que o fazeis. Mas dentro da organização ou em paralelo com a organização é importante começarem a formar verdadeiras unidades comunitárias de acções e tarefas, pois o sentido da vida ocorre dentro da sociedade, e a sociedade tem normas e regras.

​E se vos dissesse agora: Ignorai a sociedade! Certamente e com facilidade poderíeis perceber que tudo seria caótico. Não há necessidade de caos! Pelo menos mais nenhum caos. Mas há necessidade de novas acções, de novas atribuições. É como uma realidade paralela.

​Vós que tanto quereis perceber e sentir e conhecer uma realidade paralela, ou várias realidades paralelas, quando vos dizem que elas existem e co-existem simultaneamente convosco, ouvi o que vos digo.

​Quando vós praticardes essa unidade comunitária estareis verdadeiramente a experienciar uma realidade paralela. É paralela à sociedade em que viveis, porque a sociedade em que viveis não satisfaz as necessidades da vossa alma. Ainda não as satisfaz. Mas vós ao criardes essa realidade paralela, unidos, experimentando-a, estais a criar condições para que a sociedade absorva e integre essa realidade paralela.

Então vós sois os precursores; e todos os que se dispõem a realizar tarefas e acções e comparticipações, sejam fieis e íntegros, sejam leais às vossas escolhas. Não desistam, não desistam de vós.

​Eu vejo a vossa luz. Eu vejo a vossa luz, e aqui mesmo comecei a criar uma sociedade imaginária na vossa imaginação criativa. Construam uma sociedade e integrem nessa

sociedade um coração de luz, uma estrela de luz. Esta mesma estrela. Eu diria mesmo que todos vós deveríeis ser convidados a desenhar uma sociedade modelo e deveis rodear essa sociedade da estrela.

​Sereis vós capazes de viver essa unidade comunitária? Eu sei que é difícil. Eu vejo a vossa luz e vejo as vossas limitações e vejo a vossa alma esforçando-se para vos mostrar que as limitações são uma ilusão. Mesmo quando vos ouço falar de limitações e quando elas vos parecem totalmente reais e totalmente concretas, porque parece que viveis com elas no dia a dia, eu afirmo-vos em nome da luz o que possuis é uma ilusão, tal como a sociedade é uma ilusão, porque é incorpórea, mas independentemente de ser incorpórea tem um poder imenso sobre vós. Então ela é uma ilusão na vossa realidade, mas isso não lhe tira o poder que tem, e contudo vós tendes uma realidade corpórea e múltiplas realidades incorpóreas.

​Aqui experimentais simultaneamente uma realidade corpórea e várias realidades incorpóreas e quereis vivê-las e quereis trazê-las cada vez mais para a vossa realidade corpórea. Tereis de fazer a experiência. Tereis de experimentar e de viver a unidade comunitária; tereis de praticar e ser leais às vossas afirmações. Se vós vísseis a energia das palavras quando as proferis, como elas ficam registadas e como a energia que se solta da vossa boca fica registada! O sentido da vida é dado por vós individualmente, mas ele tem um sentido colectivo.

​Imaginem as abelhas. Vós conheceis certamente as abelhas.

Imaginem que o sentido individual da vida de cada abelha é quando elas esvoaçam em busca do pólen das flores. Uma abelha não vai indiferentemente a qualquer flor, pois uma abelha sabe qual é a sua direcção, e sabe qual é o pólen que deve ir buscar. Entre duas flores a abelha sabe sempre qual é aquela que lhe pertence, e sabem porquê? Porque ela pertence a uma comunidade e porque aquela comunidade à qual aquela abelha pertence tem uma função específica de buscar o determinado pólen de determinadas flores. Então a abelha não vai a outras flores.

​Será que entendeis que esta busca específica por este determinado pólen é o sentido da vida colectiva? E eu digo-vos, é apenas uma parte do sentido da vida colectiva desta comunidade de abelhas. O sentido mais amplo desta comunidade é o desenho geométrico, é a geometria sagrada que elas formam dentro da sua colmeia, aquilo que conheceis como favos de mel. Esse é o sentido mais amplo, pois esse é o sentido da vida.

​Aquelas abelhas estão a construir algo e esse algo existe para o bem daquela comunidade, mas na realidade aquelas abelhas não se vão alimentar daquele mel; aquele mel vai saciar os seres humanos.

E será que isso tem importância para as abelhas? Será que as abelhas se importam se é o ser humano x, y ou z que vai beber aquele mel? Será que elas trabalham mais ou menos, colhem mais ou menos pólen, conforme o tipo de população que vai desfrutar daquele mel?

​Eu digo-vos que não. Porque isso não importa para as abelhas, o que importa para as abelhas é que elas cumprem a sua missão dentro daquela comunidade a que pertencem. E também elas têm a abelha rainha. A abelha rainha é a veladora e a zeladora; o seu papel é o mais difícil de todos. É tão difícil que a abelha rainha dá a vida pelo cumprimento da sua missão. Deveis estudar as abelhas, pois as suas comunidades são luminosas e doces.

​Eu sei que as abelhas picam. Será esse um atributo negativo? Será certamente um atributo negativo do vosso ponto de vista, sobretudo se alguém de entre vós já tiver sido picado por uma abelha. Dói e é desagradável, mas eu digo-vos, as abelhas têm uma missão a cumprir e cumprem-na. Elas não querem magoar ninguém, elas não vêm aqui magoar-vos. Aliás, sabem? De entre vós os que estiveram recentemente num iluminado “Light Creation” (Kryon referindo-se ao Retiro efectuado em Junho), puderam co-habitar com as abelhas; elas estavam lá e contudo ninguém foi picado, apesar delas entrarem na vossa sala e alguns de vós até as quererem mandar embora.

​Eu estava lá!

Elas não estão lá para magoar ninguém, mas se alguém quer impedi-las de cumprirem o seu trabalho, elas estão a utilizar os seus recursos e eu não estou a dizer-vos com isto que é o que vós deveis fazer, picar os outros!

Esta é a comunidade das abelhas. Elas utilizam os recursos que estão à sua disposição, os recursos que fazem parte da sua natureza e vós deveis aprender a utilizar os recursos que fazem parte da vossa natureza. É disso que se trata e é sobre isso que falo hoje convosco.

O Sentido da Vida é a vossa luz, é a vossa luz brilhando. Não é diferente do brilho da

comunidade das abelhas que insaciavelmente cumprem as suas tarefas. O vosso brilho é forte e vós vindes aqui para aprenderdes a reconhecer o vosso brilho, a sua força e a envolverem-se no vosso próprio brilho.

O Sentido da Vida contem um brilho tão intenso, tal como o brilho dos vossos corações que reflectem as vossas almas, que reflectem o brilho de Deus.

​E assim é.

K R Y O N